É GENTE DEMAIS PARA CABER NUM AMÁRIO

Atualizado: 16 de ago. de 2021



Temos a maior Parada do Orgulho LGBTTQIA+ do mundo, e também aquele onde mais se mata esta população. Governados por um presidente lgbtfóbico e ainda temos os Psicanalistas/Canalhas, aqueles que se desenvolveram no esteio de um poder e saber coercitivos, através dos desvios da letra freudiana.

Freud propõe um projeto de prática libertadora e que respeita os desejos singulares do sujeito, bem com a necessária subversão e singularidade da sexualidade humana.

Na Autobiografia de 1925, em determinada passagem sobre as perversões, afirma que “a homossexualidade, dificilmente merece o nome de perversão”.

Para a psicanalista Elizabet Roudinesco, Freud “coloca a homossexualidade num universal da sexualidade humana e a humaniza, renunciado a fazer dela uma disposição inata ou natural, isto é, biológica, ou então uma cultura, a fim de concebê-la como uma escolha psíquica inconsciente”. Para ele, as correntes homossexuais e heterossexuais estão sempre ativas, ainda que de modo latente ou inconsciente.


A Psiquiatria e a Psicologia nascem como lugar de um poder normativo excludente, mas é gente demais para caber no armário. 

Então é preciso comemorar cada conquista e cada avanço neste tema sobre liberdade sexual, dentro do campo das politicas publicas tão necessária para legitimar aquilo que jamais deveria ter sido deslegitimado, afinal, o instinto sexual não traz um objeto determinando, apenas podemos compreender como está estruturado em cada sujeito a partir dos jogos circunstanciais de sua história pessoal.

Cada dia é dia de luta e de denúncia. Como escreveu o psicanalista Luís Antônio dos Santos Baptista: “os amoladores de facas têm a presença camuflada do ato genocida. Retiram do ato de viver o caráter pleno de modos singulares de existir. Não acreditam em modos de viver”. Então é preciso coragem.

Como na voz do poeta João Guimarães Rosa, o “correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”. E continua:

"O senhor já sabe: viver é etcétera…”


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